A diferença entre brincar e ter brinquedos

O brincar já nasce com a criança, se alimentarmos e mantivermos vivo esse espírito de brincar e criar, estaremos a estimular a curiosidade, imaginação e criatividade da criança.

Como diz no texto abaixo, é importante respeitar a relação da criança com o brincar.

massacuca-brincadeiras-ludicas-1024x736

Artigo completo aqui:

http://naescola.eduqa.me/atividades/a-diferenca-entre-brincar-e-ter-brinquedos/

A importância de ensinar seu filho a perder

Artigo interessante…

“Nenhum pai ou mãe quer que o filho sofra: e, sim, muitas vezes é difícil dizer “não” e testemunhar a frustração da criança. Acontece que esse gesto simples é o primeiro passo para criar um indivíduo tolerante e que saiba lidar com as decepções da vida. “As perdas do dia a dia são uma oportunidade que ela aprenda em um ambiente protegido antes de enfrentar o mundo”, ensina a psicóloga infantil Silvana Rabello, da PUC-SP.

Por isso, nada de deixar o filho ganhar toda vez que for jogar com ele, seja no futebol ou no videogame. Para a terapeuta familiar Roberta Palermo, de São Paulo, os pais devem aproveitar esse momento, inclusive, para observar como o filho se comporta. Assim podem ajudá-lo, caso ele esteja com dificuldade para aceitar as derrotas. E qual a melhor maneira de ensiná-lo a perder? Explicando, por exemplo, que errar faz parte do aprendizado e que ele pode se empenhar mais para acertar da próxima vez. “As frustrações, entretanto, precisam ser compatíveis com a idade da criança”, alerta a terapeuta. Em outras palavras, você não precisa esconder do seu filho a morte do bicho de estimação, mas talvez seja uma boa ideia poupá-lo dos problemas financeiros da família.

Perder é bom
Isso mesmo. Embora o erro e o fracasso sejam mal vistos na sociedade atualmente, os especialistas apontam que a recusa em aceitá-los pode gerar angústia. Afinal, a vida é feita de perdas e ganhos, e é papel dos pais preparar o filho para essa realidade. “Comprar a ideia de que a felicidade está em sempre conseguir tudo o que queremos é um equívoco, que pode até mesmo levar à depressão”, acredita Silvana Rabello. Ela defende que vale a pena mostrar à criança o prazer do processo – e não apenas do resultado. “Aí, tanto faz se você ganha ou perde: o que importa é a jornada”, conclui. Pense nisso.”

In:

http://revistacrescer.globo.com/Os-primeiros-1000-dias-do-seu-filho/noticia/2015/02/importancia-de-ensinar-seu-filho-perder.html

Carta aberta de uma criança…aborrecida!!

“Estou farta…!

Estou tão farta!

Estou farta de bonecos de neve. Os bonecos de neve deveriam ser abolidos do Jardim de Infância…e os flocos de neve também. No jardim-de-infância os bonecos de neve deveriam ser construídos se, e só se, nós, crianças, fizéssemos uma visita à Serra da Estrela ou a Montalegre!

E também estou farta de celebrar a primavera em dias que parecem inverno! Porquê que me mandam celebrar a primavera sem nunca me terem levado a ver a primavera?! A cheirar a primavera… A tocar na primavera… A sentir a primavera! Mas o painel ficou bonito, os pais gostaram! E o coordenador também!

E estou farta de fazer “flores de primavera”… e coelhinhos da páscoa… e pais natais… e coraçõezinhos… Aliás o problema não está em fazer, porque eu gosto de fazer. Eu até sou uma criança ativa com “boas competências ao nível da motricidade fina”. Mas, estou farta de fazer “trabalhinhos” exatamente iguais aos meus amigos da sala, e aos meus amigos de Lisboa, de Bragança, de Santarém, de Aveiro… Estou farta que não me perguntem como quero fazer… Estou farta que não me deixem pensar!

Sim, é exatamente isso. Estou farta de reproduzir. Quero pensar e refletir para poder criar! Isto mesmo, quero criar. Eu sei criar. E estou farta que não me deixem.

Ah, e estou farta de fazer trabalhinhos com materiais “recicláveis”. E acho muito engraçado quando a minha “professora” traz pratos de plástico (novos), palhinhas (novas) ou paus de gelados (novos) e me diz que vamos fazer um trabalho com materiais “reciclados”! Sim, estou mesmo farta de aprender a reciclar e preocupar-me com o ambiente quando, na realidade, sou levada a utilizar cerca de cinquenta folhas por dia… e cartolinas… e papel crepe… e papel vegetal… e papel, papel e mais papel! Quando o que eu gosto mesmo é de escrever na terra e cortar o vento!

E estou farta que me digas o que vou dar ao meu pai e à minha mãe. Eu só quero e preciso que brinquem comigo! Que me amem. E os meus pais não precisam de mais nada além de mim! Precisam, simplesmente, que seja feliz! Mas aceito que queiras que eu lhes dê uma lembrança, é importante que celebremos as datas mais importantes. Agora ouve-me, por favor, ouve o que tenho para dizer! Sabes que não é por aceitar a lembrança do dia do pai e do dia da mãe que não deixo de estar farta de celebrar todos os dias do calendário, certo?

Estou farta de outra coisa. Mas tenho medo de te dizer, não vás querer que eu fique sem o meu tempo preferido no Jardim de Infância: o recreio. Mas estou farta de ficar sentada a ouvir-te sem que me ouças a mim!

E não sou apenas eu que estou aborrecida! Como eu há muitas outras crianças que estão fartas!”

Publicado por: Um educador de Infância

Desconheço o autor deste texto, mas li isto algures e faz todo o sentido…

Vamos reflectir um pouco sobre os conceitos que trabalhamos em sala…

Repensar as nossas prática se nos revimos com algumas das situações descritas…

Beijinhos**